Nascido em Paris em 1972, filho de mãe francesa e pai senegalês, Alain Gomis constrói ficções no limiar do documentário, marcadas pelo exílio e pelos ecos persistentes da colonização. Um estudante senegalês sem autorização de residência em Paris, uma cantora que atravessa Kinshasa para salvar o filho, um homem que vive em Dakar o seu último dia: as suas personagens enfrentam os ângulos mortos da história. Gomis descreve o seu cinema como “um ‘eu’ que diz ‘nós’”. Filma há mais de vinte anos com a mesma equipa e reivindica a realização coletiva de “Dao”, o seu filme mais recente. Em Dakar, fundou o Centro Yennenga, onde forma uma nova geração de cineastas da África Ocidental.
Como um Homem
Alain Gomis, FRA, 2001, FIC, 90'
Em Paris, El Hadj vê o seu futuro interrompido quando não consegue renovar a autorização de residência e enfrenta a ameaça de deportação.
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Andaluzia
Alain Gomis, FRA, ESP, 2007, FIC, 90'
De Paris à Andaluzia, Yacine procura um lugar entre identidades, geografias e uma genealogia que desconhecia.
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Dao
Alain Gomis, FRA, SEN, GNB, 2026, FIC, DOC, 185'
Entre um casamento em França e uma cerimónia na Guiné-Bissau que consagra um antepassado, uma família move-se entre a memória, o ritual e a transmissão.
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Rewind & Play
Alain Gomis, FRA, DEU, 2022, DOC, 65'
Imagens não utilizadas de uma entrevista a Thelonious Monk revelam como a televisão interfere na construção de representações.
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Hoje
Alain Gomis, FRA, SEN, 2012, FIC, 88'
Satche sabe que lhe resta apenas um dia de vida. Em Dakar, percorre os lugares e reencontra as pessoas que marcaram o seu passado.
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Félicité
Alain Gomis, FRA, SEN, BEL, 2017, FIC, 123'
Uma cantora independente e poderosa atravessa Kinshasa para angariar o dinheiro necessário pra a operação do seu filho.
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