Todos os dias, Irima percorre a cidade no mesmo autocarro. Observa os passageiros e imagina histórias a partir de gestos, rostos e encontros fugazes. À medida que esses retratos inventados se acumulam, a fronteira entre quem observa e quem é observado começa a desfazer-se. Os desconhecidos tornam-se reflexos dos seus medos, esperanças e desejos, transformando o trajecto quotidiano num espaço de ficção íntima.