Ao sair do seu atelier, António Cruz percorre o Porto e observa as ruas, os edifícios e o rio que surgem nas suas pinturas. Oliveira coloca as aguarelas do pintor lado a lado com imagens filmadas desse mesmo mundo urbano. A cidade surge simultaneamente como espaço vivido e como imagem moldada pelo olhar de um artista. Este diálogo entre pintura e cinema deu origem ao primeiro filme a cores de Oliveira.