Na prisão feminina de Sliven, na Bulgária, 17 bebés vivem entre os corredores e celas onde as suas mães cumprem pena. Mulheres que deram à luz no encarceramento recordam o tratamento desumanizante a que foram sujeitas e o abandono pelos maridos, pela sociedade e pelo regime. Entre bebés que choram e portas que se fecham, o filme interroga o que chega aos sentidos de uma criança nascida na prisão.
Binka Zhelyazkova foi uma pioneira do cinema búlgaro e uma das suas vozes mais dissidentes. Primeira mulher a realizar uma longa-metragem no país, construiu uma obra marcada pela crítica política, pela censura e por um olhar singular sobre a condição feminina.