Nascido em Paris em 1972, filho de mãe francesa e pai senegalês, Alain Gomis constrói ficções no limiar do documentário, marcadas pelo exílio e pelos ecos persistentes da colonização. Um estudante senegalês sem autorização de residência em Paris, uma cantora que atravessa Kinshasa para salvar o filho, um homem que vive em Dakar o seu último dia: as suas personagens enfrentam os ângulos mortos da história. Gomis descreve o seu cinema como “um ‘eu’ que diz ‘nós’”. Filma há mais de vinte anos com a mesma equipa e reivindica a realização coletiva de “Dao”, o seu filme mais recente. Em Dakar, fundou o Centro Yennenga, onde forma uma nova geração de cineastas da África Ocidental.