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Anónimos somos todos

por Porto/Post/Doc / 12 11 2020


O cinema faz-se também de personagens. Figuras cuja história pessoal, o olhar sobre o mundo ou a voz que entregam a certas comunidade e memórias interessa amplificar através do grande ecrã. Nesta lista percorremos os anónimos, os que podiam ser os nossos avós, os que nos lembram a pessoa do lado, os que estiveram ao lado dos que todos conhecemos e os que usam o seu nome para nos dar outros olhares. Paz, Manuel, Rowland S. Howard, Niño del Eche e o avô Gonçalves para conhecer aqui. 


Noite Perpétua, de Pedro Peralta
Quarta, 25 de novembro, 20h00, Rivoli (Integrado na sessão Cinema Falado)

Castuera, Espanha, Abril de 1939. Durante a noite, dois guardas falangistas batem à porta da casa que Paz e a sua família utilizam como refúgio. Sem possibilidade de fuga, ela pede para amamentar, pela última vez, a sua filha recém-nascida.


Guerra, José Oliveira e Marta Ramos
Segunda, 23  de novembro, 20h00, Rivoli

Manuel, um antigo combatente da guerra colonial, é o protagonista de "Guerra". O filme leva-nos a descobrir os lugares que assombram a personagem - desde os quartéis de treino aos lagos e jardins da sua juventude e aos momentos em que esteve apaixonado - bem como aos abismos da sua memória, na qual a batalha entre guerra e paixão catalisa o questionamento existencial.


Autoluminescent: Rowland S. Howard, de Lynn-Maree Milburn, Richard Lowenstein
Sexta, 27 de novembro, 18h00, Passos Manuel 

Com entrevistas recentes, outras de arquivo, e ainda com filmagens inéditas, Autoluminescent traça a vida do antigo colega de banda de Nick Cave, Rowland S. Howard, um fantasma do punk rock australiano. Ao capturar momentos com o próprio homem, e missivas íntimas daqueles que o conheceram nos bastidores, estas palavras e imagens lançam luz sobre o que sempre foi uma misteriosa escuridão.

 
Niños Somos Todos, de Sergi Cameron
Sexta, 27 de novembro, 20h15, Passos Manuel

O cantaor Niño de Elche vai até ao coração da América Latina para iniciar uma viagem às raízes da música, do som e da experimentação, em busca da natureza da criação artística. O documentário acaba por ser uma libertadora performance alusiva a El Niño, com a vontade de escapar de uma sociedade condicionada por cânones e ortodoxia.


Mãos de Prata, de Catarina Gonçalves
Terça, 24 de novembro, 18h00, Passos Manuel (Integrado na sessão Competição Cinema Novo #2)

Em Março de 2019 o meu avô tinha 20 anos. No mês seguinte tinha 12. Na semana passada tinha 30.

 


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