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História(s) da Cidade

História(s) da Cidade · Historie(s) of City

2020, PT, 90'


Fórum do Real

25 Nov 2020 · Online · 11H00


Um cineasta, uma filósofa, uma historiadora e uma programadora encontram-se para interpelar as histórias que as cidades imprimiram ao longo das décadas, na película da história do cinema: as sinfonias estéticas vanguardistas; o surrealismo ficcional; o expressionismo negro; o neo-realismo político ou as imagens contemporâneas que se refazem num cinema lento. Tomamos de empréstimo o título da obra de Jean-Luc Godard, substituindo-lhe o cinema pela cidade: são as infinitas relações entre pensar, contar e entrelaçar a cidade e o cinema, que permitem perguntar se não será o próprio cinema que faz cidade?

Billy Woodberry (realizador) 
Nascido em Dallas, Texas, Billy Woodberry é um dos fundadores do movimento cinematográfico de L.A. Rebellion. A sua primeira longa-metragem, "Bless Their Little Hearts", é uma obra pioneira e essencial deste movimento, tendo sido influenciada pelo neo-realismo italiano e pelo trabalho dos cineastas do Thir Cinema. Os filmes de Woodberry foram exibidos nos festivais de cinema de Cannes e Berlim, Viennale, Roterdão, o Museu de Arte Moderna (MoMA), Harvard Film Archive, Camera Austria Symposium, Human Rights Watch Film Festival, Tate Modern e Centre Pompidou.

Maria João Madeira (programadora)
Licenciou-se em Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa em 1992, depois de fazer jornalismo na rádio. Trabalha na Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema desde 1993, integrando a equipa de Programação a partir de 1998 e aí desenvolvendo actividades de concepção e organização de retrospectivas e ciclos temáticos, produção de textos e catálogos. Tem publicado textos sobre cinema em diversas edições e mantido uma actividade regular de tradução, sobretudo de filmes.

Marie-José Mondzain (filósofa)
Marie-José Mondzain é filósofa, directora de investigação no Centre National de la Recherche Scientifique, em Paris, e uma das figuras maiores do pensamento contemporâneo. Com contribuições em diversas plataformas culturais e políticas, a autora é uma erudita das teorias da imagem que analisa tanto simbolicamente desde as origens do homem até à maior actualidade, contribuído para o debate vital sobre o seu poder persuasivo, articulando o campo da estética com as maiores preocupações éticas dos nossos dias. Entre as suas obras mais recentes, destacam-se "A Imagem pode matar?" e "Homo-Spectator – ver: fazer ver".

Pascale Cassagnau (historiadora de arte)
Pascale Cassagnau é doutorada em História da Arte e trabalha como crítica de arte. É responsável pelos conteúdos audiovisuais e dos novos media no CNAP (Ministério da Cultura). Publica artigos na Art Press há vários anos e tem escrito textos sobre Chris Burden, James Coleman, John Baldessari, Pierre Huyghe, Dominique Gonzalez-Foerster e Matthieu Laurette, em particular. O seu trabalho de investigação incide sobre as novas práticas no cinema, especialmente o modo como estas interagem com a criação contemporânea.

Moderação: Alexandra Martins e Luís Lima